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Casos de Sucesso
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 Registo Nacional de Controlo DO PESO

Conheça os depoimentos de pessoas que conseguiram ter sucesso na perda de peso e na sua manutenção.

Se esse também é o seu caso, saiba que pode ser um exemplo para muitas pessoas que se debatem diariamente com o problema do excesso de peso. A inscrição no RNCP não obriga a passar testemunho, mas poderá fazê-lo neste espaço, se for essa a sua vontade.  


 ANA CATARINA MATIAS

Não posso dizer que tenha sido muito gorda mas desde sempre tive que controlar o meu peso pois fazia ginástica de competição desde os 3 anos. O meu medo constante era a ida à balança a cada 6ª feira…
Entretanto 13 anos se passaram e foi-me diagnosticado um problema no joelho pelo que tinha de parar com a ginástica e em especial com a de competição. Nessa altura todo o meu mundo se desfez pois não me conhecia a fazer outra coisa senão aquilo.
Não posso dizer que tenha passado a comer em maior quantidade ou que tenha começado a alimentar-me de forma incorrecta, o único problema foi que não gastava o que comia e o meu organismo habituado a 3h diárias de exercício não aguentou. Nessa altura comecei a engordar, foi um período deveras complicado para mim pois até ao momento não sabia o que significava ter mais do que 50 kg.
Recomecei o desporto em ginásios de rua mas nada me entusiasmava pois pensava que estava unicamente a treinar para aquecer, sem objectivo final. Cada vez mais me desanimava e mais engordava. Até que por fim desencantei muita força interior e com a ajuda dos meus pais consegui reduzir o consumo de alguns alimentos críticos da minha alimentação. A partir daí o entusiasmo voltou e ficou tudo mais fácil.
Actualmente não sendo uma adepta do desporto como já fui em tempos, tento treinar duas vezes por semana e faço muitas vezes actividades exteriores em grupo, como BTT, caminhadas em especial nocturnas, escalada ou canoagem. Passei a acreditar que apenas tenho motivação se gostar do que estou a fazer e aproveito o tempo de treino para passar momentos de qualidade com grandes amigos.

JUDITE FERREIRA

Toda a vida fui gorda. Ou muito gorda. Comia muito e mal. Experimentei várias dietas que às vezes lá resultavam um pouco, mas basicamente continuava gorda. A última, por indicação médica, era à base de cozidos, grelhados e legumes. Resultou e tinha perdido 9 quilos ao fim de um ano, mas já não podia ver nem cozidos nem grelhados à minha frente! Claro que passado uns meses tinha recuperado tudo e mais uns quilinhos.
A partir dessa época, no entanto, mantive algumas regras: beber bastante água, comer menos farináceos e mais legumes, deixar de beber refrigerantes e de comer muitos doces, comer iogurtes magros, beber leite meio gordo, ... E fazia exercício físico regularmente. Mas continuava gorda. Mais ou menos, mas sempre gorda.
Há cerca de três anos assisti a um “workshop” sobre alimentação, sendo que a nossa participação dava direito a uma análise corporal numa “clínica de gestão de peso”. Fui, gostei e fiquei num programa de emagrecimento durante um ano que aliei ao exercício físico que continuava a fazer. Ganhei 2 quilos de massa muscular e perdi 11 de massa gorda. Perdi 16 cm no abdómen, 8 na cintura e 15 na anca.
O que me deram não era uma dieta, mas um plano alimentar, ou seja, ensinaram-me a comer: menos de cada vez e 6/7 vezes por dia. Mudei a forma de cozinhar, o tipo de acompanhamento dos pratos, passei a ver a composição dos produtos, habituei-me a beber água constantemente e, o melhor de tudo!, descobri que um pastel de nata tem menos calorias que um queque. O que para mim é óptimo porque não acho graça nenhuma a queques e adoro pastéis de nata!
Agora tenho bastante cuidado com a alimentação, mas sei que numa festa posso comer doces sem exagerar e beber vinho – que é outra coisa de que gosto e que engorda!
Preocupa-me o facto de já ter feito a menopausa e vir a engordar por isso, mas tenho mantido o peso apesar de algumas variações, sobretudo nas férias. E continuo a usar o número 38 em vez do 46 de há 3 anos. Só espero poder dizer o mesmo daqui a mais 3 anos!

 


 

MARIA AMÉLIA FARIA

A minha história é simples!

Na sequência de um período de vida marcado pela doença grave de dois familiares próximos que me exigiram um esforço físico e emocional acrescido, com repercussões negativas na minha vida familiar, fiz uma menopausa precoce. Durante esse período os hábitos alimentares foram afectados: longos períodos sem ingestão de alimentos por falta de tempo, alimentação “à la minute” ao balcão de uma pastelaria ou restaurante, sem acautelar a qualidade e/ou a quantidade, acalmando a ansiedade com doces e subvalorizando as regras de um regime alimentar equilibrado e saudável.

O resultado foi não só o peso começar a aumentar, como também os valores da glicémia e do colesterol.

Na tentativa de emagrecer bem como normalizar os valores analíticos da glicémia e do colesterol fiz o esforço de retomar os meus hábitos alimentares. Estes consistiam em três refeições diárias (pequeno almoço, almoço e jantar) das quais só o almoço tomado no refeitório do local de trabalho. Quanto à composição, ao pequeno-almoço, lacticínios e pão; ao almoço e jantar, sopa, carne ou peixe, acompanhados de batata, arroz ou massa, legumes e saladas, fruta e poucas sobremesas doces; três ou quatro cafés com adoçante, porque há muito tempo tinha substituído o açúcar por adoçante. Ingeria pouca água, poucos refrigerantes e nada de bebidas alcoólicas.

Apesar da minha iniciativa, a glicémia e o colesterol continuavam com valores acima do normal, pelo que, em Abril de 2005, decidi procurar um Nutricionista.

A partir daqui, tudo começou a tomar o rumo certo. Na primeira consulta, a Nutricionista avisou-me que não iria prescrever medicamentos. Explorou os meus hábitos alimentares, sem me julgar, com atitude pedagógica. Pude assim aperceber-me do que teria de mudar e tomei consciência de que o resultado final dependia de mim. Elaborou o esquema do regime dietético que deveria cumprir – número de refeições, constituição, tipo de alimentos, quantidades, entre outras recomendações. Aconselhou ainda efectuar o controlo semanal dos valores da glicemia em jejum e do colesterol.

Cumpri, não sem algum esforço, tendo procurado estratégias que me ajudassem a auto-disciplinar. Entre Maio e Outubro de 2005 perdi 13,9 kg (passei de 76,9 para 63 kg) e em Abril de 2006 pesava 62 kg que tenho mantido, com ligeiras variações.

Durante a semana, o período do dia que mais empenho me exige é o final do dia.

Há um ano, além da dieta de manutenção, passei a praticar regularmente actividades físicas orientadas, por problemas osteo-articulares.

 


 

 

  MANUEL MEIRELES

Desde que nasci até cerca dos meus 26 anos (idade em que casei), levava uma vida normalissima, comia bem, nomeadamente em quantidade, e mantinha o meu peso sempre à volta dos 74-75 Kg (tenho 1,75 metros de altura) sem qualquer preocupação de regime alimentar.
 A partir daquela data comecei a engordar gradualmente, até que cheguei a atingir cerca de 97 Kg de peso, acrescia o facto que tambem fumava desde os meus 16 anos de idade (ultimamente cerca de 1,5 maços p/dia).
 Nesta altura já sentia os malefícios do tabaco (principalmente de manhã, ao levantar, sentia toda aquela sensação desagrdável do tabaco, os bronquios já produziam aqueles ruídos esquisitos, enfim; não me sentia nada bem).
 Acontece que no Natal de 2004, no meio de conversas entre familiares, uma sobrinha minha me diz além de outras coisas que andava num ginásio excepcional. Aquela conversa ficou-me na memória, e comecei a pensar que talvez estivesse ali a solução do meu problema.
 E assim foi; fui para o ginásio, tendo em mente duas coisas; deixar de fumar (já tinha feito algumas tentativas falhadas) e perder peso.
 E aqui estou, desde essa altura que não fumo ( já lá vão cerca de 5 anos), e o meu peso actual anda à volta dos 80 às vezes 82 Kg, fisicamente sinto-me bem, enfim; a minha qualidade de vida alterou-se completamente.

 

 PEDRO BAILA ANTUNES

Click! Obesidade Mórbida! NÃO PODE!..........
A 1 de Janeiro de 2004 pesei-me… 120 kg…, tinha atingido a Obesidade Mórbida (IMC acima de 40).
Não podia ser… estava iniludivelmente a caminho da languidez desmedida…da “morte”. Exagero abrupto que tem o seu quê de sentido.
Porém NAQUELE DIA… estava dado o CLICK! A partir daí deram-me umas ganas absolutamente devoradoras, passo o potencial paradoxo!
Entendia (entendo) a maioria das obesidades, incluindo a minha, como uma mediocridade do Ser de um certo auto-desmazelo. Nunca vivi bem com essa frustração do ego.
Nunca tinha gostado de legumes (alimentação…), não resistia, era (sou) um guloso compulsivo (gulosodependente?), tinha uma vida extra sedentária, nunca tive jeito para o desporto, muito menos a sua prática…
Gizei um plano. Este começou por “apontar” as desvantagens da obesidade; em que a ultrapassagem dos trinta e as consequência para a saúde estavam à cabeça.
Estudei afincadamente o valor calórico dos alimentos, li algumas coisas, consultei muito a internet, fiz documentos pessoais de orientação e estabeleci princípios, alguns “rígidos”.

Em todo este processo a minha formação em Bioquímica ter-me-á certamente ajudado, mas não houve segredos, apenas segui, por vezes obsessivamente, admito, aquilo que todos sabem relativamente à alimentação saudável e à prática de exercício. Só “lugares-comuns”, a começar mesmo na FORÇA DE VONTADE.

O Desporto foi a coluna vertebral do processo. Comecei por corridas de menos de 10 minutos, depois corria 30 a 60 min dia-sim dia-não. Sem falsas modéstias, angariei uma força-de-vontade, por vezes avassaladora; é certo, pontualmente, doentia. Um dia encontrei-me a correr, no Inverno – a chover torrencialmente - às 2 da manhã, na circunvalação de Viseu.

A alimentação, sem qualquer medicação ou “produto milagroso”, era o corpo. A sopa ao jantar (e como a sopa é um (o) alimento de excelência), as cenouras cruas como “guloseima substituta”, as saladas, a fruta, a fruta…, o equilíbrio, também o pedaço de proteínas (finalmente o peixe, antes era quase só “carnívoro”), o pequeno-almoço, mais refeições (ligeiras), os cereais integrais, incluindo bolachas e barritas, os produtos saudavelmente magros ou light (como o leite, a manteiga ou os iogurtes, não os milagrosamente light) igualmente a dose q.b. de verdadeiras guloseimas… Sem segredos. Por vezes, o exagero destemperado da fome forçada.

Ia estabelecendo metas. Ia emagrecendo, deixei a obesidade mórbida, a obesidade… 10 kg em alguns dos meses … a vida começava a ser diferente … era efectivamente. As brincadeiras com os putos; a disponibilidade para outras tarefas, incluindo a bricolage, a agricultura, as lides domésticas; de uma certa maneira a auto-estima e mais, mesmo muito mais.
Por auto-recreação, ia fazendo análises, com excepção de um parâmetro, tudo bem. Todos os valores dentro dos intervalos. O processo andava como uma locomotiva. A certa altura… literalmente, muitas pessoas não me reconheciam, outras inqueriam outras “se ele não estaria com uma doença grave, terminal”, um chegou-me a confessar que lhe aventaram a hipótese de uma doença em que adquirimos imunodeficiência.
Curiosidade. Por “forretice” (?), pela reciclagem (?) quase não comprei roupa, senti-me muito bem com este princípio. A mulher e a sogra reciclavam a roupa (ainda hoje, quase orgulhosamente, visto umas calças de ganga de quando era super gordo), a mãe até as malhas fez encolher.

No Verão, freneticamente, para finalizar o processo, fazia piscinas atrás de piscinas, corridas na praia… em meados de Setembro estava com 64 kg!!! Escanzelado, fraco, desproporcionado, down. Catarse porventura necessária neste processo deveras impactante…

Segundo click, “cai na real”. E subi até a um valor referência – em que me sinto bem – de 72 – 75 kg. De facto a minha vida / espírito mudou. Há como que uma mudança de paradigma. Neste momento, no último ano, tenho 76 – 78 kg, estou com um excesso controlado (como qualquer ex “dependente”, fica sempre um medo. Um receio de recidivas...). Os doces… ai os doces… dependência! Tudo bem!

Pratico desporto, sou sensivelmente viciado em corrida, já fiz meias maratonas, mas corro em ritmo de jogging, sou muito activo com os meus putos… o futebol, a bicicleta, o ténis, o ping-pong… A alimentação é também “segura” a sopa a tal referência, patati patata… tudo o que sabemos…. só! Não há segredos!

 

 


 

 TIAGO FERNANDES

Controlar o peso, perder peso, ter o peso ideal, chegar ao peso que nos satisfaz, é uma guerra constante, são várias batalhas que levamos a cabo, várias frentes que temos de enfrentar. Nunca podemos baixar a nossa guarda, nunca podemos descansar, devemos sempre ir ganhar forças para as novas batalhas, mesmo, quando pensamos que a guerra está perdida, que as batalhas nos são desfavoráveis.
Desde a entrada na idade adulta que sinto que deixei o meu peso ultrapassar o que seria ideal, cada vez mais se tornou difícil manter peso, principalmente não o ganhar, quando passamos a não controlar totalmente o que comemos, desculpando-nos com o ter que comer fora, com os nossos apetites, com frases feitas que defendem a gordura, não estamos a ser correctos connosco mesmos.
Foi assim que o meu peso chegou a valores fora do normal, muito acima do aceitável, era o estar fora, o querer sempre comer mais, experimentar novos sabores, procurar sempre por novos sabores, isso levou a que num ano eu tenha aumentado de peso 15kg, para quem já pesava mais de 100, foi a gota de água, tinha deixado o exercício físico e comia por prazer, e sem pensar.
Aí tive pela primeira vez a total consciência que não podia continuar nessa espiral, tinha que controlar, tinha que ter ajuda, foi a vez mais radical e depois dessa fase consegui chegar aos 86 kg, peso excelente para o ponto de partida, andava entusiasmado, tinha um plano de treino regular e coloquei o objectivo de correr uma maratona, com muito método e atenção, consegui ainda baixar para os 79 kgs, fiquei satisfeito, pensei que fosse fácil manter, mas, não é, precisamos de ser metódicos, saber o que fazemos e como evolui o nosso peso, sempre, como o mesmo é influenciado por refeições erradas e por práticas erradas, voltei a ganhar peso e há pouco mais de um ano cheguei de novo aos 94kgs, novas campainhas soaram, novas necessidades de ter acompanhamento, perceber porque isto acontecia, um ano depois vario agora o meu peso entre os 87 e os 89 kgs, longe do ideal que quero, mas, mais perto, no entanto, há que continuar com o que se aprendeu e praticou ao longo deste ano, a guerra é para a vida, e como tal devemos estar sempre atentos, acompanhar o que se passa e actuar sempre que é necessário.

O maior ensinamento que retirei destes dois últimos programas é que dependemos muito da nossa força de vontade, mas, principalmente dos nossos hábitos, e se não os conseguimos adaptar ao que nos é ideal, não vamos nunca conseguir baixar e manter o nosso peso, é sabermos o que fazer que nos pode ajudar a actuar e assim conseguir.

 


 

 

 TIAGO SILVÉRIO MARQUES

  

 O incentivo da Cirurgia

Aos 151 quilos (Janeiro de 2004) recebi a noticia que tinham aceite colocar me uma Banda Gástrica.
Foi como se acordasse de um pesadelo, finalmente iria ser magro….rapidamente tive a primeira desilusão:
A banda não funciona com pessoas que são viciadas em doces, gelados, comidas moles por que TUDO O QUE PASSA NELA PODE ENGORDAR!

Explicaram-me bem as opções, mas acreditei na vontade de mudar e decidir avançar.

Acredito que mudar é consequência de uma sucessão de causas/acontecimentos muito pessoais, no meu caso foram:
Filhos – Gémeos (rapariga e rapaz) nascidos em Janeiro de 2003. Eu cansava-me imenso e tinha imenso medo de adormecer ao lado deles, rebolar e magoa-los; tinha vergonha de mim.
Amigos – Tinha uma enorme vontade de ser aceite como igual, nunca percebi que sempre o fui, era apenas diferente por fora.
Filipa – A minha mulher merecia que eu tentasse. É preciso coragem para apoiar um Mega Obeso para o resto da vida! Com todos os riscos que eu corria(mos)

Solução: acompanhamento psicológico e dieta. Objectivo perder o mais possível antes da operação e começar o longo tratamento do vício da comida.

Aos 130 quilos (Junho de 2004) fui operado e na primeira semana, já no pós-operatório emagreci 7 quilos, aí começou a incentivo da cirurgia.

Perder peso, os primeiros 20 kg e seguintes...

O princípio é igual a tantas outras dietas ou situações em que estamos entusiasmados.

Perdi os primeiros 20 quilos até ser operado, os seguintes, apenas com força de vontade e seguindo à risca, com um rigor de matemático a dieta que a Dra. Mónica Santos me receitou.

Os resultados foram muito entusiasmantes, perdi peso e massa gorda; a cada consulta mudava o meu IMC.

Infelizmente as dietas não duram para sempre e perder peso é algo que conseguimos com algum êxito, mantermo-nos com tantas regras e restrições até alcançar um peso que nos permita mudar de vida isso sim é difícil.

No meu caso consegui diminuir até aos 110 quilos e aí comecei a pedalar e nunca mais parei, reforcei a dieta com desporto.

Nada de demasiado rigoroso, quis fazer desafios.

Primeiro 30 minutos a pé, depois começaram os passeios de bicicleta: 5 kms, 10 km e passados uns quilos valentes e muito tempo: Tomar/Fátima de bicicleta num dia, no ano as seguir em dois dias seguidos Lisboa/Santarém, Santarém /Fátima.

Hoje faço maratonas de BTT, já fui de Lisboa a Fátima num dia, acompanhado por grandes amigos, com quem fiz o meu máximo até hoje: Tróia a Sagres, 210 km, em 9 h e 30 minutos, quase 4 anos depois de ter começado a mudar e depois de ter perdido 70 quilos.


 





REMÉDIOS GERALDO

Penso que posso resumir em poucas palavras a minha história do antes e do pós “PESO”.

ANTES:
    Vida extremamente sedentária – ausência de qualquer exercício
    Falta de tempo para tudo e sobretudo para mim
    Stress e irritação constante
    Saúde em risco (colesterol elevado) e mal-estar físico e mental
    Sentimento de incapacidade de mudar sozinha
    Consciência que algo tinha de mudar – Grande motivação para mudar

DURANTE:
    Aprendizagem, obtenção de conhecimentos e competências
    Adaptação dos conhecimentos a situação pessoal – Descoberta de mim própria
    Compromisso com os objectivos traçados – integrá-los no dia-a-dia
    Rigor, persistência na obtenção dos objectivos traçados – registo, controle e regularidade nas acções
    Planeamento e parcelamento alimentar
    Descoberta do prazer da actividade física – “CAMINHAR”
    Importância do apoio de família e amigos
   
APÓS:
    Pessoa física e mentalmente activa
    Fanática de caminhadas e percursos ao ar livre – todos os dias
    Bem disposta e divertida (até foi para um coral)
    Com tempo para o que é realmente importante e sobretudo com tempo para mim
    Organizada, disciplinada e com sentido de que o controle das situações está nas nossas mãos
    Reverter as situações, mesmo quando parece difícil e se começam a descontrolar
    Optimista e determinada


 




LUÍS
CARLOS


Lembro-me de aos 6 / 7 anos a minha mãe se preocupar com o meu baixo peso para a idade e de alguns Médicos a que me levava, me receitarem diversas Vitaminas, coisa que nunca resultou no aumento “maternalmente” desejado do peso.

Com 19 anos, ao entrar na Faculdade, media 1,70m e pesava penso que 62 quilos. Cinco anos depois ao sair da mesma Faculdade, pesava 66 quilos. A partir daí, fui trabalhar para o Sector Automóvel, boas viagens pelo País e Estrangeiro e foi sempre a subir, 70, 75, 80, 85 e finalmente 90 quilos.

Todos os anos, em diversas ocasiões, os amigos e conhecidos me diziam que devia fazer uma dieta, que estava demasiado pesado, que era um risco para a saúde. Pois sim, não perdia uma boa almoçarada ou jantarada e quanto a exercício, batatas! Como filho de bons Alentejanos, Pão, Batatas, Azeite, Vinho eram omnipresentes bem como os “bons” hábitos de molhar o pãozinho no molho…

Claro que a resistência física era menor, por vezes sentia-me cansado sem razão aparente, mas ia-se vivendo. Em 2006, no Ski em Andorra, em que levantar-me custava bem mais do que a queda, os meus amigos e eu fizemos uma aposta em que um ano depois, ou seja em 2007, quando fossemos ao Ski novamente, deveria ter perdido 10 quilos ou seja quase 1 quilo por mês. Quem perdesse a aposta pagaria um jantar (porque é que os prémios das apostas são sempre refeições?).

A decisão não foi imediata mas com 90 quilos marcados na Balança na manhã do dia 01 de Agosto lá me decidi a iniciar a minha dieta, algo decalcada da que a minha mulher tinha seguido um ano antes, e de um dia para o outro modifiquei uma série de coisas, aboli o pão, a maioria das gorduras, as batatas e massas e dei lugar ao kiwi e cereais ao pequeno-almoço, aos lacticínios (leite, iogurtes e queijo fresco), carne e fiambre magros, às tostas e pão integral, às Saladas e à Sopa (cuja importância vim a reconhecer mais tarde no Programa Peso). Muita água em vez de refrigerantes e cerveja no Verão (2 meses sem cerveja no Verão é possível – eu fiz). Depois das férias, escolher o Prato de Dieta no Refeitório (com legumes e salada e sem batatas) em lugar do “suculento” Cozido à Portuguesa ou do Bife com Batatas Fritas. Além disso, as bicicletas (normal e fixa) foram limpas, lubrificadas e mais importante, … usadas e usadas e usadas. 10 Minutos primeiro, 15 minutos depois; calmamente primeiro, com mais ritmo e “gana” uns tempos depois. Lembro-me de nos primeiros dias as 3 voltas entre a RANP e a RTM, junto à minha casa em Alfragide, terem custado “horrores” e afinal, hoje faço 12 voltas ou uma hora e meia com a maior das naturalidades. Lembro-me da primeira vez que subi com a língua de fora os 8 andares até à minha casa e hoje chego a subir e descer 70 andares num dia (mais um ensinamento do Programa Peso). Que eu saiba nem temos nenhum edifício tão alto em Portugal.

Ao verem-me comer de forma diferente, anunciei a minha decisão e firme intenção de perder peso a todos os que podia pois nem que fosse por vergonha não podia desistir. No entanto, pensei que ainda não tinha os conhecimentos necessários e poderia estar a exagerar. Assim pesquisei a net, primeiro para calcular o meu IMC e depois para encontrar mais alguma informação, e acabei por encontrar o Programa Peso, cujo formato, conteúdo e temas desde logo me atraíram, pelo que procedi à Pré-Inscrição sem saber bem se conseguiria acompanhar as Sessões devido à minha vida profissional.

Penso que aderi ao Programa Peso no momento ideal, a minha cabeça estava feita, a minha decisão tomada, os meus objectivos traçados (e lá teimoso sou eu). E isto era o mais importante pois, a Alteração de Comportamentos Alimentares e de Exercício Físico já estava por mim interiorizada como necessária para o Atingir dos Objectivos. Mas, estava a comportar-me como um Selvagem, como um Ditador Alimentar, situação que aprendi no Programa Peso, funciona num espaço de tempo muito limitado, não é uma Estratégia de Controlo de Peso a longo prazo. Assim, sem deixar de ter os meus Objectivos controlados, suavizei e variei a minha alimentação e embora os evite, deixei de considerar alguns alimentos como proibidos ou tabu, deixei de ter sentimentos de culpa por uma boa jantarada, compenso com Actividade Física e Controlo Alimentar nos dias seguintes (ou anteriores – prever é bom – mais um ensinamento do Programa Peso).

Dado que as questões Psicológicas, de Objectivos estavam já relativamente claras para mim, as questões relacionadas com Alimentação e a Actividade Física foram as que suscitaram a minha maior atenção inicial, pois nada tinha lido sobre o assunto. Comprei o Podómetro, faço registo diário da AF e do Peso, mas não registo Calorias ingeridas nem pretendo tornar-me num Diet Freak / Maniac. Para mim as Sessões mais dedicadas a aspectos Psicológicos funcionam como a “cola” que une todos os outros aspectos, mas aprendi que os Objectivos e Gestão de Expectativas têm de ser Realistas, que a Imagem Corporal é importante para o meu Bem Estar, tudo aspectos que tem de funcionar harmoniosamente com a componente Alimentar e de Actividade Física.

Estas práticas vieram reforçar a minha fé na manutenção dos Meus Objectivos no Médio e Longo Prazo. Se quiserem com a ajuda da Equipa do Programa Peso estou a tentar praticar um Controlo de Peso a Cores face a uma Dieta Monocromática que tinha anteriormente.

Não acredito em receitas milagrosas, acredito que o Controlo de Peso não depende da última dieta da moda mas é um Objectivo Pessoal que depende de um forte empenho e equilíbrio entre os factores Psicológicos e Físicos.

P.S. Este ano parti para Andorra com 74,6 quilos e ganhei a Aposta! 


 



 

 

 

TERESA
LOPES

 

História do meu peso:
Sempre tive tendência para ganhar peso com facilidade. Na adolescência considerava-me gorda, embora hoje saiba que não o era. Entre os 13 e os 18-19 anos, vivi obcecada com o peso e quase deixei de comer. As consequências surgiram inevitavelmente, nomeadamente o mau funcionamento intestinal, que perdura até hoje. Com a entrada na idade adulta passei a valorizar outros aspectos, passei a aceitar-me como sou e entendi finalmente o erro que vinha cometendo nos últimos anos. Gradualmente, passei a alimentar-me de forma “normal”, embora nunca tenha sido um bom garfo. Esta mudança nos hábitos alimentares fez-me sentir melhor a vários níveis e também em termos de saúde. Passei a ser mais determinada, mas também mais flexível. Acho que mais equilibrada. A auto-estima subiu... e manteve-se assim, daí em diante.
Mas quando terminei os estudos e comecei a trabalhar, tornei-me mais sedentária. Casei e aos 26 anos fui mãe. Repeti o feito aos 29. Em poucos anos, tinham já acontecido muitas alterações no meu estilo de vida e, com a chegada dos filhos, as minhas prioridades mudaram totalmente.
Estava bem comigo, com a família, encantada com a chegada dos filhos, uma profissão que adoro... Uma vida feliz e preenchida, mas sem tempo para pensar em mim. Aos poucos, os quilos foram-se instalando, mas eu não dava conta. Em 12 anos, passei gradualmente dos 58kg aos 60, 65, 70, 75, 80...
Um dia, as análises deram o alerta: colesterol elevado. E surgiu a hipertensão. Tive mesmo de olhar para dentro e percebi que me tinha deixado chegar a um ponto que eu não merecia.
Tomei uma decisão, por mim e pela minha família: PERDER PESO.

Como consegui perder peso:
Foi essencial alterar os meus hábitos a 2 níveis:
- alimentar
- actividade física.

Os hábitos alimentares foram, no meu caso, o mais fácil de mudar.
Nos últimos anos, tinha uma alimentação completamente desregrada. Não tomava o pequeno almoço (não tinha fome), muitas vezes não almoçava ou ficava muitas horas sem comer (não tinha tempo!). Passei a ser muito disciplinada nesta matéria e consegui passar a ter prazer na alimentação e a apreciar uma refeição tranquila:
- tomo sempre um bom pequeno-almoço antes de saír de casa
- faço uma pequena refeição a meio da manhã (fruta, normalmente)
- ao almoço não dispenso a sopa e faço sempre refeições variadas (com muitos legumes)
- faço normalmente 2 lanches, porque costumo jantar tarde (fruta e iogurte ou pão)
- o jantar é a refeição mais ligeira (muitas vezes sopa, fruta, ou cereais com iogurte...)
- se me deito muito tarde, posso ainda beber um copo de leite ou um iogurte.
Bebo muita água ao longo do dia (2 litros no inverno, 3 no verão).

Quanto à actividade física, a mudança foi radical.
Do sedentarismo absoluto, passei a:
- subir e descer escadas (no mínimo 8 pisos, 2 vezes por dia)
- caminhadas sempre que tenho oportunidade (30m a 1h, na hora do almoço; no mínimo 3h nos dias de fim-de-semana)
- aproveito todos os pretextos para andar. Instintivamente, hoje penso sempre se posso ir a pé antes de pegar no carro ou apanhar um táxi.
Descobri o prazer da actividade física e, se estou cansada, é muitas vezes a caminhar que encontro a tranquilidade e consigo relaxar.

Com estas alterações no meu estilo de vida, consegui perder peso – 20 kg – e mantê-lo.
Hoje, quando olho para trás, mal me reconheço e sei que não serei capaz de voltar aos hábitos antigos. Porquê? Porque hoje tenho prazer na alimentação que faço e na vida activa que conquistei.

É fácil manter o peso?
Não posso dizer que seja fácil. Foi mais fácil perder peso do que mantê-lo. Mas hoje sei que o segredo... não tem segredo: se não gasto as calorias que ingiro, elas instalam-se sob a forma de gordura. Só tenho duas hipóteses:
- ingerir menos calorias
- queimar mais calorias
Cabe-me a mim fazer esta gestão diariamente.

Na verdade, não consigo manter sempre o equilíbrio. Ora porque o trabalho aperta e não tenho tempo de fazer a minha caminhada diária... ora porque tenho uma festa e deixo-me ceder a uma tentação... Mas tenho sempre a consciência daquilo que faço (ou deixo de fazer) e sei exactamente como corrigir cada deslize consentido. Revejo-me hoje, e cada vez mais, nas palavras que escrevi há 2 anos atrás, quando atingi o peso que nunca pensei voltar a ter:
E se um dia olhar ao espelho e encontrar
Um pouco mais de mim do que queria
Sei que não vou desanimar
Porque hoje tenho mais sabedoria.

  
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